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Crítica | Game of Thrones 08×02

O segundo episódio da última temporada de Game of Thrones foi de longe o mais romântico e importante da série. Depois de uma estreia de reencontros, agora todos os arcos se finalizam para dar destaque ao momento mais sangrento da série, a Grande Batalha.

Cuidado, o que vem a seguir contém spoilers!

Apesar dessa temporada estar sendo acusada de ser um verdadeiro fan-service –o que é verdade – o ciclo dos personagens tem ganhado caminhos honestos para cada um. Mesmo com as críticas, a cada episódio, Game of Thrones tem mostrado ser um verdadeiro show, através de seu enredo inteligente e os desfechos emocionantes.

Para os fãs, o alívio, pois ainda não houve nenhuma morte significativa, até agora. Já por outro lado, todo mundo sabe que daqui em diante, muitos personagens darão adeus a série, mas por enquanto, vamos viver esse romance que foi o último episódio.

Carregado de um apelo emocional fortíssimo, comparado como uma grande despedida, o episódio Uma Cavaleira dos Sete Reinos foi uma linda e merecida homenagem a Brienne de Tarth. E realmente a cena em que Brienne finalmente é batizada como cavaleira é simplesmente digna e bastante comovente.

“Eu não sou rei. Mas se eu fosse, eu te nomearia soldada dez vezes”, declara Tormund, apaixonado, ao constatar que a amada não é uma cavaleira e, sim, uma lady. Então, audaciosamente, Jaime avisa que reis não são necessários para que alguém alcance a cavalaria: só é preciso um outro cavaleiro. Então o regicida  pede que ela se ajoelhe e lhe diz as palavras.

“Em nome do Guerreiro, eu te encarrego de ser corajoso. Em nome do Pai, eu te ordeno ser justo. Em nome da Mãe, eu te encarrego de defender os inocentes. Levante-se, Brienne de Tarth, um Cavaleiro dos Sete Reinos”.

O momento é assistido e aplaudido por Tyrion, Podrick, Tormund e Sor Davos, que fazem toda a composição de cena ainda mais bela.

Porém, Brienne brilhou antes mesmo disso tudo acontecer. Logo no início do episódio, o próprio Jaime, que chega a Winterfell, é julgado pelos Starks e pela rainha Daenerys, e é justamente Brienne que fala a seu favor e atesta sua honra. De fato, Brienne é a peça central que, inclusive move todas as outras personagens femininas deste episódio.

Sua personagem sempre foi muito inspiradora, e com esse destaque, conduz o espectador ao pensamento mais sórdido para uma personagem tão querida: Brienne vai morrer?

Na verdade, todo o episódio foi muito bem representado pela força e presença das personagens femininas: Sansa que insiste em bater de frente com Daenerys com diálogos inteligentes que lembram Olenna Tyrell; Arya que finalmente resolve dar lugar aos seus sentimentos e faz sexo com Gendry, Gilly que encoraja a garotinha a ficar na cripta ao invés de ir para guerra; Lyanna Mormont que se tornou o simbolo mirim e insiste em lutar.

Mesmo frustrando alguns fãs que já esperavam a carnificina, Game of Thrones se mostra paciente e sua preocupação em amarrar pontas soltas, é um verdadeiro presente para o espectador, com direito a lindíssimas cenas em seus dois primeiros episódios.

Claramente, todo esse melodrama é um preparativo, uma vez que a partir daqui, tudo será diferente porque a batalha dos mortos contra os vivos está para chegar, e infelizmente, muitos vão partir.