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Crítica | Vingadores: Ultimato

Vingadores: Ultimato veio com a a esperança de ser grandioso, além da responsabilidade de encerrar um dos arcos mais lucrativos e queridos dos últimos 10 anos do cinema.

Diferente de Guerra Infinita, este é um filme ligeiramente mais profundo e melodramático, concentrado em eternizar certos personagens da Marvel Studios, e trazer uma experiência nunca sentida antes.

Cuidado, o texto a seguir contém spoilers!

Em um primeiro momento, o espectador pode ficar perplexo, feliz, triste e confuso, mas ao passar dos dias, analisando cada detalhe, percebe-se que Ultimato se trata de uma obra única e que jamais poderemos ver algo tão esplêndido assim nos cinemas tão cedo.

Com o roteiro simplista da MarvelUltimato tinha tudo para ser maior do que já poderia ser, mas prefere seguir uma linha mais arriscada com objetivos dramáticos e eficientes que levam o público as lágrimas. Com mortes já esperadas de alguns heróis, que marcaram toda uma geração, o enredo não se limita em conseguir um final feliz, mas por entregar algo honesto e inteligente.

O filme não é nenhum desafio para o público, ele é claro, e os diretores se contentam em realizar um projeto absolutamente sublime e humano, além de deixar algumas dicas do que vem por aí na próxima fase da Marvel Studios. O que torna Ultimato diferente é que o filme não traz nenhum segredo a se desvendado, ele é aquilo e ponto final.

Mesmo assim, é notório que Ultimato apresenta falhas gravíssimas de ritmo que leva o espectador a uma ligeira fatiga logo na primeira hora de filme. A ideia de sair recrutando os heróis é totalmente piegas e chata (apesar de necessária). É entendível que é preciso mostrar isso, mas ao longo de 22 filmes, sabe-se que o memorável não são as cenas arrastadas que tornam esse momento empolgante, e sim aqueles que fazem o cinema vibrar.

Contudo, assentando as ideias com calma, percebe-se que este não é de longe o intuito de Ultimato.

Outro erro talvez foi endeusar demais o Homem de Ferro. É óbvio que o personagem foi o percursor que abriu as portas para todo o Universo Cinematográfico da Marvel ser o que é hoje, mas ao ponto do filme praticamente inteiro girar em torno dele e como as coisas só acontecem mediante as decisões dele, chega a ser enfadonho.

O desfecho final do filme é com certeza o ápice com cenas belíssimas e eletrizantes, com lutas que ficaram em dívida em Guerra Infinita, e agora são satisfatórias. A imagem de todos os heróis reunidos é simplesmente um presente para os fãs. Tudo funciona como uma bela dança coreografada e bem distribuída.

É notório que Vingadores: Ultimato ficará marcada na história do cinema e que todos os preparativos para que esse evento chegasse foram incrivelmente bem executados. Apenas ficam os agradecimentos aos irmãos E diretores Anthony e Joe Russo que merecem todos os créditos por um trabalho primoroso e inédito. Kevin Feige que foi simplesmente o cara que entendeu a importância de todo esse universo. E claro, Stan Lee que foi a mente por trás de tudo isso.