Séries

Vikings – 5ª temporada parte 1 [CRÍTICA]

Depois de uma temporada difícil com a morte de Ragnar e outros personagens importantes da história, a quinta temporada de Vikings tenta se reorganizar e manter os fãs fieis à série, além de resgatar a qualidade das temporadas anteriores. Desavenças e confrontos sangrentos são os pilares que sustentam e permeiam todos os dez episódios.

O espectador é apresentado a uma nova temporada recheada de desentediamento familiar entre os irmãos Ivar, Hvitserk, Ubbe Bjorn. Como se inicia um novo ano, a série desacelera e tenta amarrar o enredo de forma inteligente para que a história não perca o equilíbrio ao longo dos episódios. O foco central está no desenvolvimento dos personagens e na suas motivações individuais, que logo dará início na maior batalha entre vikings até aqui.

De longe o personagem que mais evoluiu ao longo da temporada é Ivar, O Desossado. Sua insanidade e sede de vingança é quase demoníaca, e surpreende como o ator Alex Hogh consegue incorporar tão bem o seu papel, construindo um personagem tipicamente viking, complexo, ambicioso e violento. Muitas de suas caraterísticas lembram de Ragnar, logo no início da série.

Diante disso, nos deparamos também com o bispo Heahmund, (Jonathan Rhys Meyers), que apareceu no último episódio da quarta temporada e deixou todos bem curiosos a respeito de seu personagem. Sua aparição torna sedutora a relação que tem com Ivar, já que os dois se demonstram muito parecidos em seus conflitos, além de serem inimigos.

Em contrapartida, Floki saí em busca de seu novo lar, enquanto ainda tenta descobrir qual é a verdadeira vontade dos deuses em vida. Floki continua sendo um dos personagens mais difíceis e enigmáticos de Vikings. Suas cenas rendem as imagens mais bonitas da série com uma fotografia incrível, além de trazer um ar místico, como nas primeiras temporadas. Na mesma sintonia temos Bjorn em sua jornada ao Mediterrâneo ao lado de Halfdan, resultando em aventuras desconexas com o real propósito dessa primeira parte, mas que traz beleza cenograficamente falando.

De uma forma geral, a quinta temporada distribuiu muito bem seus personagens em núcleos bastante diferentes, trazendo mais profundidade para a história, e que logo se chocam e explodem em cenas de tirar o fôlego. Com um final esplendoroso e sangrento, Vikings encerra o primeiro ato incrivelmente satisfatório. Apesar de evitarem a qualquer custo uma guerra civil, o ápice da disputa pelo trono de Kattegat rende em batalhas muito bem feitas, além de novas perdas, mas nada está definido.

Os dez próximos episódios se aprofundarão um pouco mais na época conhecida como “Idade das Trevas” para os vikings. Na segunda parte, já é certo que o domínio de Kattegat está nas mãos de Ivar, e seu irmão Bjorn, juntamente com Lagertha, precisarão formar novas alianças para retirar o sádico tirano do trono. Provavelmente veremos antigos inimigos lutando lado a lado contra os exércitos do rei sanguinário.